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| Coroação de Carlos VI, de França |
“Carlos, pela graça de Deus Rei da França, a todos aqueles que este decreto virem. Saudações. Chegou ao nosso conhecimento que, por nossos predecessores Reis da França, ou por alguns deles, foi já ordenado que todos aqueles que ofendam o seu Criador ou suas obras, dizendo más palavras, injúrias e blasfêmias contra Ele, contra a gloriosa Virgem Maria, sua bendita Mãe, e contra seus santos e santas, e que praguejem ou façam maus juramentos, sejam colocados, na primeira vez que o fizerem, no pelourinho, onde permanecerão da hora prima até a hora noa, de modo que se lhes possam lançar aos olhos lama ou outras imundícies, menos pedras ou objetos que os possam ferir, e após isso permaneçam um mês inteiro na prisão a pão e água. Na segunda vez, se reincidirem, sejam colocados no pelourinho em dia de feira ou em dia solene, lhes seja fendido o lábio superior com um ferro quente, de maneira que seus dentes apareçam. Na terceira vez, o lábio inferior. Na quarta vez, toda a região dos lábios. E se por mau comportamento lhes acontece a quinta vez, lhes seja cortada a língua, de maneira que, daí em diante, não possam mais dizer tais blasfêmias [...].
“Nós queremos, constituímos e ordenamos por meio desta resolução, tomada após madura deliberação, que o decreto acima transcrito seja daqui em diante, por todo o nosso reino, aplicado, guardado, mantido e cumprido vigorosamente e sem demora, ponto por ponto, na forma e modo acima declarados”.
Fonte: revista Catolicismo, maio de 2009
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O "Ordonnance" (Decreto) do grande Carlos VI, Rei de França, demonstra admiravelmente um tempo em que blasfemar contra o sacratíssimo nome de N.S. Jesus Cristo era o mais odioso dos crimes. Sem advogar naturalmente um retorno às práticas medievais, os católicos deveriam ter um pouquinho mais de vergonha na cara para defender Aquele que dizem ser o seu deus.
Isto tudo vem a propósito da folheada que dei na revista Pitomba, editada pelos escritores maranhenses Bruno Azevêdo, Celso Borges e Reuben da Cunha Rocha. Antes de mais, digo que foi eu, e não outro, quem entrou em contato com o sr. Bruno Azevêdo para a aquisição de seus livros, entre os quais a Pitomba. Proprietário da Livraria Resistência Cultural, tudo o que mais quero é agregar e incentivar os artistas da terra.
Acontece, porém, que jamais poderia supor que a revista se prestasse a semelhantes torpezas, tais como achincalhar o precioso nome de Jesus, sagrado e intocável para nós, cristãos. Refiro-me aos execráveis quadrinhos "Cuidado! Jesus vai voltar", onde Nosso Senhor é retratado como ladrão, libertino, maconheiro e beberrão. Ora, ninguém quer impor goela abaixo o Depósito da Fé a ninguém; o que se pede é o mínimo de respeito, ainda que na construção de uma crítica.
A Resistência Cultural, livraria e editora de inspiração antes de tudo católica, jamais terá em suas prateleiras e catálogo material repugnante e depravado como a revista Pitomba, não obstante nosso respeito pelos seus editores que, bem ou mal, estão criando numa terra onde as idéias em geral jamais vicejam.
Vale dizer, outrossim, que não se trata de censura, uma vez que temos para a comercialização obras de notórios autores anti-cristãos, como Marx, Voltaire e Rousseau. O nosso compromisso é com a qualidade. Jamais nos prestaríamos à veiculação de material, não apenas anti-cristão, mas superficial, gratuito e desrespeitoso, como a Pitomba. Os seus editores não querem combater o Cristianismo; querem é "lavar a burra", para usar expressão de meu querido amigo Ângelo Monteiro, poeta, ensaísta e professor pernambucano, de quem publicaremos, ainda este ano, o livro de ensaios inédito Outras vozes.
Termino dizendo que, de maneira nenhuma, busco polêmicas gratuitas ("Tenho tédio à controvérsia", dizia o velho Machado de Assis), nem tampouco me indispor com os escritores Bruno Azevêdo, Celso Borges e Reuben da Cunha Rocha. A Resistência Cultural sempre estará aberta para eles, suas famílias e amigos. O que faço aqui (correndo o risco de perder potenciais clientes para a minha livraria) é obrigação de qualquer cristão. Portanto, não tenho mérito nem demérito.
Aproveito, por fim, para pedir ao meu amigo [...] mostre os quadrinhos ao Arcebispo Metropolitano de São Luís, Dom Belisário da Silva, para que S. Exa. tome conhecimento da natureza odiosa dos mesmos.
Cabe, ainda, dizer que o sr. Bruno Azevêdo recebeu ontem e-mail meu, no qual dizia justamente o que estou dizendo agora a respeito da Pitomba e onde lhe comunicava que viria a público (no meu caso, no blog e no facebook) denunciar a canalhice dos quadrinhos "Cuidado! Jesus vai voltar!". Antes que me acusem de leviano, estou esclarecendo que não atiro pelas costas e nem armo arapucas a quem quer que seja.
José Lorêdo de Souza Filho
Proprietário da Livraria Resistência Cultural Editora
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Veja, abaixo, os quadrinhos da revista Pitomba em que Nosso Senhor Jesus Cristo, figura sagrada para a grande maioria do povo brasileiro, é retratado como ladrão, maconheiro, libertino e beberrão.
Clique nas imagens para ampliar.
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ResponderExcluirLorêdo,
ResponderExcluirpublicamos esse seu post no maranharte.
(www.maranahrte.blogspot.com)
Caso se oponha, entre em contato.
P.S.: - Já houve a inauguração da livraria. Como nosso blog divulga a literatura maranhense, gostaira de saber os títulos (maranhense) que a Resistência possui para divulgar no blog.
P.S. - O interesse pelo livro "Antropfagia" continua e passo aí esta semana.
Abração
Prezado Flaviano,
ResponderExcluirTudo bem?
Claro que não me oponho. Agradeço por se ocupar com meu texto.
Não, ainda não houve a inauguração da livraria. É claro que avisarei a todos quando houver. Vou, depois, lhe mandar a relação de livros de autores maranhenses.
O livro que me pediste está lá na clínica à tua disposição. Quando quiser passar, esteja à vontade.
Abraço fraterno.
Lorêdo
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirSr. João,
ResponderExcluirSeja feita a Vossa Vontade!
Igualmente sem mais,
José Lorêdo de Souza Filho
Um Jumento carregado de açucar até o cú dele é doce
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